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Importância da Biblioteca Escolar

É urgente que as bibliotecas escolares sejam olhadas como um dos recursos educativos de grande importância na inovação e diversificação dos meios de ensino-aprendizagem, como é referido no Manifesto da Biblioteca Escolar da IFLA/UNESCO.

A Biblioteca Escolar, na medida em que deve disponibilizar não só o acesso à leitura mas também a outros meios de informação, pode proporcionar aos alunos um maior desenvolvimento a nível da literacia e competências no domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

É importante o apoio aos estudantes através da possibilidade de acederem a grande variedade de informação em qualquer tipo de suporte ou meio que lhes facilite a realização de trabalhos individuais ou em grupo. Pesquisar informação e comunicar através das novas tecnologias com outras entidades ou grupos, abre-lhes novas perspetivas, desenvolvendo-lhes capacidades de grande utilidade para a futura vida ativa.

Aliado a estes novos meios de comunicação, o desenvolvimento do hábito e do prazer pela leitura, vai proporcionar-lhes maior facilidade na aprendizagem e capacidade de auto-conhecimento, tornando-os capazes de aprender ao longo da vida e aptos a tomar decisões de forma autónoma.

A Biblioteca Escolar é um recurso essencial na conceção de uma estratégia a longo prazo para a literacia, a educação e a informação.

 

Breve História da Biblioteca da ESALV

A Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, quando da sua construção, já tinha previsto o espaço físico dedicado à Biblioteca. Ocupa uma área de 108 m², bem iluminada, com janelas a norte e poente, orientação favorável para uma sala de leitura. As janelas a poente encontram-se protegidas por estores que filtram os raios solares mais intensos, evitando assim o desconforto do excesso de luminosidade tão prejudicial à leitura.

Encostados às paredes, à volta da sala, armários compactos de duas portas, em pinho, e estantes envidraçadas, acolhem todo o fundo bibliográfico da escola.

Ao centro, mesas e cadeiras convencionais de estrutura metálica e tampo laminado (tipo fórmica), reproduzem fielmente o equipamento das salas de aula. Este tipo de mobiliário, embora não sendo austero, é de todo desinteressante e incapaz de exercer qualquer atração nos alunos.

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Fig. 1 Exposição na biblioteca nos seus primeiros anos de existência

Nota-se a ausência de espaço disponível para trabalho de grupo, bem como áreas mais confortáveis e informais para leituras recreativas, ou consulta de imprensa e publicações.

A Biblioteca começou a exercer funções no mesmo ano letivo em que a escola iniciou o seu exercício – novembro de 1982. Com grande pobreza de fundo documental, sem pessoal especializado e aberta por períodos reduzidos, não conseguia atrair professores nem alunos. Esta situação foi melhorando, embora muito lentamente.

No ano letivo de 1989/1990, tendo a Biblioteca como Diretora de Instalações a professora Marília Pinheiro, esta escreveu num artigo para o Anuário da Escola:

“A frequência da Biblioteca não faz parte dos hábitos da maioria dos alunos da Escola... Para além do desinteresse de muitos e do problema dos horários, a «pobreza da Biblioteca» é normalmente indicada como causa desta situação.

É frequente ouvirmos os alunos e professores queixarem-se de que a Biblioteca não atinge os seus objetivos de apoio pedagógico ou até mesmo lúdico, porque o número de títulos disponíveis é muito reduzido”.

O prolongar de uma situação como esta deveu-se em grande parte:

   À inexistência de verbas próprias para a Biblioteca. As aquisições bibliográficas dependiam exclusivamente das solicitações apresentadas pelos vários grupos disciplinares.

   À falta de salas de aula disponíveis para responder ao progressivo aumento da população discente. A Biblioteca era frequentemente ocupada com aulas e reuniões.

   À insignificante redução da componente letiva legalmente atribuída ao Diretor da Biblioteca: duas horas semanais...

   O pessoal destacado para o serviço de apoio à Biblioteca sempre foi um funcionário auxiliar, com boa vontade em servir, mas sem qualquer formação na área. Em caso de falta de qualquer outro, era o funcionário da Biblioteca o primeiro  a substituí-lo  nos seus afazeres, encerrando a Biblioteca.

   Ao reduzido período de abertura da Biblioteca. Embora o seu horário de funcionamento fosse das  9h às 13h e das 14h 30 às 17h, muito raramente era cumprido pelas razões já apontadas.

Quanto aos serviços prestados, dentro do horário referido, era apenas possível a requisição de livros para leitura presencial e domiciliária, não havendo, dessa data, informações disponíveis que nos permitam outra apreciação para além da que foi referida pela Diretora de Instalações, no citado Anuário de 1989/90.

As dificuldades sentidas não levaram de forma alguma a que se  cruzassem os braços à espera de melhores dias.

Com o objetivo de dinamizar a Biblioteca, alguns professores do Departamento de Português, e seus alunos, levaram a efeito vários projetos dos quais destacamos:

   Exposição comemorativa do Aniversário do Nascimento de Camilo Castelo Branco no ano lectivo de 1989/90;

   Visita da escritora Alice Vieira à Biblioteca e conversa informal com os alunos.

Estas vivências foram trazendo um nova dinâmica à Biblioteca, que ano após ano tem visto aumentar o seu fundo documental graças à perseverança, competência e imaginação de alguns professores e à iniciativa dos Conselhos Diretivos/ Executivos.

Numa altura em que se vive uma autêntica revolução na informação, a escola não poderia deixar de estar atenta aos sinais dos tempos; a ESALV começa a dar os primeiros passos em informatização no ano letivo de 1989/90, altura em que consegue os primeiros computadores para a Secretaria. Nos anos seguintes continua a adquirir algum equipamento informático, não só através de verba própria do orçamento, mas também pela participação em vários projetos: Minerva, Nónio, Sócrates e Ciência Viva.

Estavam criadas, também, algumas condições para o arranque do Núcleo de Informática, semente do futuro Centro de Recursos Multimédia (CRM) da escola, de que daremos conta mais adiante.

 

Rumo à Mudança

No ano letivo de 1990/91, na sequência do PRODEP, foram abertos concursos destinados a apetrechar as escolas com os equipamentos necessários ao funcionamento de Mediatecas e CRMs – a nossa  escola, no entanto, não recebeu qualquer informação sobre o assunto, pelo que não se candidatou.

Entre 1991 e 1996 a Biblioteca continuou a fazer algumas aquisições baseadas unicamente nos pedidos dos vários grupos disciplinares. Tal procedimento mostrou-se manifestamente insuficiente tendo em conta que esses pedidos não contemplavam livros para leituras de natureza recreativa, importante no sentido de atrair os jovens ao prazer da leitura, desfrutando momentos de lazer.

Em Janeiro de 1996, por decisão conjunta dos Ministérios da Educação e da Cultura, foi criado um grupo de trabalho para analisar a situação e propor medidas que levassem à promoção e utilização do livro nas metodologias de ensino, e ao desenvolvimento das Bibliotecas Escolares de modo a incentivar a leitura pública.

Em consequência  desse estudo foi constituído o Gabinete das Bibliotecas Escolares, com o propósito de implementar  o Programa de Lançamento da Rede de Bibliotecas Escolares Portuguesas (RBE), que contou com diversos parceiros: Ministério da Educação, Municípios (através das Bibliotecas Públicas), as Escolas e as Instituições de Formação.

A ESALV foi seleccionada para integrar a RBE, ainda no ano letivo de 1996/97, tendo-lhe sido atribuída uma verba de um milhão de escudos. Esta verba veio contribuir para uma melhoria considerável a nível de equipamento, permitindo não só a aquisição de livros (principalmente literatura recreativa) e material informático mas também de algum mobiliário que veio facilitar um pouco o acesso à informação / divulgação e à utilização do fundo documental.

Também a constituição de um grupo de trabalho mais alargado, com um total de três professores em complemento de horário, veio trazer uma nova dinâmica à Biblioteca.

Esta equipa intentou desenvolver um projeto ambicioso. Seguindo as orientações do Manifesto da Biblioteca Escolar da IFLA/UNESCO, procurou atingir os seguintes objetivos:

   Transformar a Biblioteca num local de fácil acesso à informação bibliográfica, de suporte informático, audiovisual ou de outro tipo;

   Criar competências de autonomia na recolha de informação;

   Incentivar alunos e professores a frequentarem e utilizarem a biblioteca com regular assiduidade;

   Estimular hábitos e prazer de leitura entre a população escolar;

   Utilizar a Internet como extensão da biblioteca na pesquisa de informação.

No âmbito do despacho conjunto nº 132-A/ME/MQE/96, beneficiou ainda do apoio de uma colaboradora, que foi um precioso auxiliar na aceleração do processo de informatização dos materiais existentes e possibilitou, também, a extensão do horário de funcionamento e um maior acompanhamento dos alunos.

O desempenho da equipa da Biblioteca foi de grande importância para uma melhor divulgação da mesma junto da comunidade escolar, que pôde assim beneficiar de um serviço de informação e de apoio às atividades pedagógicas  mais completo e diversificado.

Esse trabalho incidiu, também, na catalogação e inventariação dos novos materiais e no desenvolvimento de algumas atividades das quais se salientam:

   Acompanhamento dos alunos na recolha de informação bibliográfica;

   Animação dos placards e vitrinas;

   Publicação de Boletins Informativos;

   Criação da página da escola na Internet;

   Apoio a algumas iniciativas no âmbito das Jornadas Culturais e Desportivas.

De salientar que, no ano lectivo de 1996/97, deram entrada nos registos oficiais 446 novos títulos. O enriquecimento do fundo bibliográfico, a introdução de novos suportes de informação e a instalação da Internet, entre outros, tiveram uma enorme importância no progressivo aumento de frequência dos utilizadores, como se pode verificar através dos seguintes dados anuais disponíveis:

Leitura presencial / domiciliária Quantidade
Nº de requisições para leitura domiciliária 1257
Nº de alunos que consultaram livros na Biblioteca 1621

Requisições internas Quantidade
Cassetes vídeo 70
Máquinas de calcular 59
Rádiogravadores 14
Diapositivos (coleções) 14
Consultas Internet 310

 

A apreciação de todos estes indicadores permite-nos inferir que a Biblioteca da ESALV estava a andar “devagarinho mas no bom caminho”.

 

Reformulação dos Espaços

O aumento do equipamento e da frequência de utilizadores da Biblioteca vieram tornar a área disponível ainda mais exígua. O ano letivo 1997/98 veio dotar a Biblioteca de um novo espaço o que tornou possível a criação, finalmente, de um Centro de Recursos Multimédia.

Com o início da lecionação na escola da disciplina de Introdução às Novas Tecnologias da Informação (ITI), em 1993/94, o Núcleo de Informática cedeu o seu espaço a esta nova disciplina. Sendo a ITI cada vez mais solicitada, inscrevendo-se durante sucessivos anos um número crescente de alunos e aumentando gradualmente o equipamento posto à sua disposição, cedo se manifestou a necessidade de adequar novas salas para este efeito.

Assim, aproveitando as instalações do “velho” Núcleo de Informática, que entretanto se mostrava exíguo para a ITI e se localizava próximo da Biblioteca, o CRM passou a dispor de zonas diferenciadas para visionamento de filmes de vídeo e utilização de recursos multimédia.

 

NI CRM

Fig. 2 O velho “Núcleo de Informática”, em cima, e o Centro de Recursos Multimedia

Deste modo, libertando algum espaço, foi também possível a reorganização da Biblioteca por forma a melhor servir a comunidade escolar. Assim, foi criada à entrada uma pequena área destinada à receção dos alunos, requisições e catalogação por meios informáticos.

Ent Recep

Fig. 3 Atual receção da Biblioteca com o espaço de trabalho em fundo

Utilizando os armários / estantes como separadores, conseguiu-se um espaço, ainda que limitado, para a equipa poder trabalhar na classificação, indexação e cotação de documentos, bem como planificação de atividades. Simultaneamente, ganhou-se uma pequena área mais informal para leitura das publicações periódicas.

 

Bib Periodicos

Fig. 4 Canto de leitura e expositor de periódicos à esquerda.

 

Das alterações introduzidas resultou um espaço maior reservado a sala de leitura que comportava 46 lugares sentados, manifestamente escasso particularmente quando se aproximam épocas de avaliação e tendo em conta que fica muito aquém dos 10% recomendados para uma população escolar de cerca de 1100 alunos.

Sala

Fig. 5 Perspetiva geral e pormenores das estantes e expositores

 

Equipamento

É hoje notório, para qualquer cidadão atento, e muito mais evidente para a classe docente, que a par da introdução das TIC no processo ensino-aprendizagem, também a biblioteca escolar deve colocar ao dispor da comunidade educativa equipamento que lhe permita o acesso a ambientes de aprendizagem mais ricos em conteúdos interativos e de aprendizagem colaborativa.

Foi desde cedo uma preocupação do grupo de trabalho da Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Multimédia (BE-CRM) da nossa escola poder proporcionar à comunidade educativa os meios que lhe permitam aceder aos serviços de informação, comunicação e do conhecimento disponíveis, quer na Internet quer nos diversos suportes atualmente mais divulgados.

Batendo-se por esse objetivo ao longo dos anos, os meios foram-se multiplicando e os recursos “aparecendo”. Assim, além do trivial e do mobiliário já existente, a BE-CRM passou a dispor do seguinte equipamento:

Equipamento Quantidade
Computadores 10
Terminais à disposição do público 8
Impressoras 2
Scanners (digitalizadores de imagem) 2
Software de gestão administrativa 1
Leitores de cassetes e discman 6
Televisor e vídeo (conjunto) 1

 

 Recursos Humanos

Segundo orientação do Manifesto da Biblioteca Escolar da IFLA / UNESCO, a biblioteca deve ser gerida por um bibliotecário escolar, sendo este um elemento do corpo docente, profissionalmente habilitado, apoiado por uma equipa educativa com competências no domínio da animação pedagógica, gestão de projetos, gestão da informação e Ciências Documentais.

Após a integração na RBE, os docentes responsáveis pela Biblioteca beneficiaram, no ano lectivo de 1998/99, de um crédito total de 22 horas ao abrigo do Desp. Int. nº 9/SEAE/98. Posteriormente foi reduzido para 15 horas, o que ainda se mantém.

Prestam ainda serviço na BE-CRM, desde Janeiro de 2000, duas funcionárias, auxiliares de ação educativa. A presença destes elementos veio permitir a extensão do período de funcionamento das duas salas (Biblioteca e CRM) e a sua abertura durante a hora de almoço, o que foi bastante benéfico para a comunidade escolar.

 

Utilizadores

São utilizadores da BE-CRM, todos os alunos, professores e funcionários e outros que estejam autorizados pelo grupo de trabalho. Sempre que o solicitem, todos os utilizadores têm apoio na consulta e produção de documentos.

Não existindo um estudo rigoroso sobre o perfil dos utilizadores, os elementos do grupo de trabalho fazem uma caracterização aproximada, com o rigor que a prática vivida no dia a dia lhes permite.

Assim, consideram como frequentadores mais assíduos os alunos do ensino secundário, sendo seu objectivo principal a consulta e pesquisa de informação no âmbito dos respetivos cursos. Os alunos do 3º ciclo, em menor representação, pela menor quantidade de turmas existentes, sendo também frequentadores regulares, inclinam-se mais para a área do lazer.

Há anos que a nossa escola foi eleita para acolher os alunos portadores de deficiência física. Têm sido feitos melhoramentos como a criação de rampas de acesso aos blocos das salas de aulas e adequação de algumas casas de banho, mas a locomoção em cadeira de rodas continuava a ser impeditiva do acesso à Biblioteca e restantes serviços instalados nesse 1º piso.

Finalmente, no ano de 2002, foi satisfeita uma exigência que há muito o Conselho Executivo vinha fazendo aos órgãos responsáveis um elevador que a todos permitisse o acesso à Biblioteca e Centro de Recursos. Podemos agora afirmar que a localização da Biblioteca no 1º andar já não é impedimento para qualquer dos nossos utilizadores...

 

Fundo Documental

O fundo documental de uma biblioteca escolar deve ser diversificado contendo obras ligadas às diversas áreas disciplinares, mas também leitura de cariz cultural e de lazer. Não pode limitar-se apenas à obra impressa, tão pouco ignorar as fontes de informação propiciadas pelas TI e outros meio de comunicação.

A aquisição deve ser planificada e a sua política deve atender ao número de alunos e respetivas faixas etárias, meio sócio-económico e cultural envolvente e à relação entre currículos e recursos.

A BE-CRM nunca descurou a atualização do seu fundo documental ao longo dos vários anos, mas sempre com grandes limitações por falta de verba própria inscrita no orçamento.

Só em 1996/97 com a entrada para a RBE conseguiu enriquecer, de forma qualitativa e diversificada, o seu fundo documental.

Com base nas estatísticas à data efetuadas pelo grupo de trabalho, apresentamos, seguidamente, um resumo do fundo documental existente e dos indicadores mais relevantes da utilização feita.

Além de posters, postais e jogos não contabilizados, o fundo documental era, no final do ano letivo 2000/01, o seguinte:

Fundo documental Quantidade
Livros (excluindo manuais escolares) 5500
Periódicos (nº de títulos avulsos) 155
Periódicos (assinaturas) 32
Documentos áudio (CDs e cassetes) 270
Documentos vídeo (cassetes vídeo e DVD) 370
Documentos informo (CD-ROMs) 128
Dossiers temáticos 20

Os quadros seguintes, pretendem mostrar a evolução nesse passado recente, quer da utilização da Biblioteca quer do Centro de Recursos. Relativamente ao CRM, está bem patente a generalização do uso da Internet e de como isso se refletiu na menor procura de outros meios audiovisuais, anteriormente mais solicitados.

 

Biblioteca 97/98 98/99 99/00 00/01
Leitura domiciliária 1440 1405 1747 1629
Leitura presencial 1087

770 a)

1094

684 a)

 

a)  Estes dados traduzem apenas o número de consultas registadas. O livre acesso aos documentos permite a realização de consultas, cujo registo nem sempre é efectuado.

 

Nota-se que o uso da Internet sofreu um enorme incremento a partir de 1999/2000, fruto da disponibilização de mais e melhores meios de acesso durante esse ano letivo.

 

CRE 97/98 98/99 99/00 00/01
Leitor CDs / cassetes 162 150 36 38
CDs / cassetes áudio 135 180 48 42
Vídeo 98 174 121 129
Diapositivos 3 12 16 1
Internet 350 1268 1493
Texto e scanner 450 303 825
CD-ROMs 71 69 75

 

Os gráficos seguintes traduzem, de forma temática, o tratamento de dados efetuado relativamente ao ano letivo de 2000/01, na utilização dos meios ligados às Tecnologias da Informação.

Tempo de utilização

Grafico1

Grafico2


Temas consultados na Net

Grafico3

A título de curiosidade, é notório o interesse que despertam nos nossos jovens os temas ligados à música, ao desporto e... aos telemóveis, claro.

 

A BE Atual

O ano letivo 2001/02 trouxe novas perspetivas ao desenvolvimento do Projeto da BE-CRE, permitindo dar mais um passo em frente.

Em fevereiro de 2001 a BE apresentou um projeto de candidatura à Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares, na sequência da qual a Escola foi contemplada com uma verba de 5.500.000$00 a distribuir da seguinte forma:

Distribuição de verbas Montante
Obras de remodelação e ampliação   500.000$00
Equipamento e mobiliário 3.250.000$00
Fundo Documental 1.750.000$00

 

Obras de Remodelação e Ampliação

Quanto às obras de construção civil, foram efetuados vários estudos tendo sido concluído que as características físicas do edifício não permitem alterações sem a realização de uma intervenção de fundo. Aguardava-se assim, com natural expetativa, o final das atividades letivas para se iniciarem os respetivos trabalhos.

No esboço da nova planta da BE, todos os utilizadores das novas instalações irão beneficiar consideravelmente deste novo espaço, não só pelo aumento da área como pela disposição dos serviços, que os tornaria mais funcionais.

A sua nova envolvente e os recortes a que foi obrigada criam alguns recantos propícios à diversificação dos espaços e fazem apelo à imaginação. Numa Visita Guiada, reconhece-se, de imediato, a zona reservada à leitura informal, próxima da entrada, ou o recanto destinado ao visionamento de imagens.

Obras

Fig. 6 Perspetiva geral das novas instalações, ainda em obras

Beneficiando da nova disposição em L, a zona destinada à consulta, estudo e leitura de documentos impressos fica relativamente separada das restantes áreas da biblioteca, propiciando assim um ambiente mais calmo e acolhedor.

O já referido CRM passou a estar integrado, com a nova designação de Centro de Recursos Educativos (CRE), instalado ao fundo, à direita de quem entra.

 

Equipamento e Mobiliário

A escolha do mobiliário adequado, da iniciativa dos professores responsáveis pela Biblioteca, privilegiou a funcionalidade sem descurar a dimensão estética e a resistência física.

As cadeiras e mesas são confortáveis jogando com duas cores: o cinzento claro das estantes, mesas e montantes das cadeiras e o vermelho (cerise) dos assentos, também observáveis nas fotografias disponíveis na Visita Guiada.

O material escolhido torna a biblioteca mais atraente e, portador de alguma modularidade, facilitará, em função das necessidades, uma maior liberdade de combinações e adaptação a novas situações.

 

Ampliação do Fundo Documental

No que respeita ao fundo documental, foram adquiridas várias obras em diferentes tipos de suporte: obras impressas e material audiovisual e informático, o que permitiu um maior enriquecimento do fundo existente, tanto em quantidade como em variedade.

Atendendo a que os temas curriculares vão sendo adquiridos pelas requisições dos vários departamentos, na aquisição de documentação impressa foi dada preferência à leitura de lazer e cultura. De salientar, também, obras de vários escritores portugueses da atualidade, tanto nacionais como dos países de expressão portuguesa.

Com a sua área quase duplicada e a funcionalidade resultante do aproveitamento dos novos espaços criados, com mobiliário moderno e adequado às necessidades e, não menos importante, um acréscimo considerável no fundo documental, estamos em crer que se torna mais apelativa para os utilizadores e melhor capacitada para atingir os objetivos que persegue.

 

Considerações Finais

Um olhar retrospetivo à Biblioteca da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira permitiu ver até que ponto as condições daquele espaço educativo foram mudando ao longo de duas décadas.

Aquela sala rectangular, quase vazia de tudo, paulatinamente foi sendo preenchida. Preenchida com manuais escolares no início, com literatura variada mais tarde e pelos utilizadores – alunos na sua maioria – que passaram a procurá-la. Preenchida, também, com a dedicação e vontade de fazer mais e melhor dos profissionais que para ela têm trabalhado, sejam docentes ou funcionários.

Depressa se mostrou insuficiente. A explosão da era da informação, o desenvolvimento tecnológico que trouxe consigo novos meios de comunicação e difusão, o reconhecimento pela comunidade educativa da necessidade em acompanhar todo este progresso, mostraram que não é possível parar.

Há que disponibilizar mais e melhor informação, adequar espaços, optimizar  os meios, obter recursos diferenciados e, sobretudo, ao repensar o presente, preparar os alunos para o futuro.

Diversificou-se o fundo documental e muitas novas aquisições foram e vão sendo feitas continuadamente. Foi criado e apetrechado o Centro de Recursos, apostou-se fortemente nas Novas Tecnologias e conseguiu-se a acessibilidade para todos os utilizadores... incluindo os deficientes motores.

Por fim, o reconhecimento público de que muito haveria a fazer nesta área, permitiu que a escola fosse contemplada com verbas da Rede de Bibliotecas Escolares. É um novo fôlego, um incentivo que permitirá ir um pouco mais além na busca de melhores condições, na aposta na diversificação e continuidade.

Ainda por via da abertura das autoridades às carências que se faziam sentir neste setor, a atribuição de um crédito horário permitiu a manutenção de uma equipa educativa, que foi, e continuará a ser, de extrema importância na reorganização e gestão da informação segundo as regras biblioteconómicas, no desenvolvimento de projetos como a animação, e na divulgação e promoção de outras atividades.

Cremos ter mostrado que o empenho e dedicação dos profissionais que ao longo dos anos estiveram ligados à Biblioteca e a iniciativa e apoio dos órgãos de gestão da escola, ajudaram a criar, ao longo destas duas décadas, uma Biblioteca Escolar dinâmica, digna desse nome e capaz de se adaptar a novas exigências e responder eficazmente às solicitações que lhe vão sendo postas.

Concluindo, cremos ser justo afirmar que a BE da Afonso Lopes Vieira percorreu um longo caminho que lhe permite agora e no futuro “Fornecer a informação certa, de modo certo, na hora certa.